"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce."

sábado, 16 de outubro de 2010

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.



Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração. E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.
Fernando Pessoa

Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi. ♪

Com o tempo...


Com o tempo aprendemos que estar com alguém só porque esse alguém te oferece um bom futuro significa que mais cedo ou mais tarde quererás voltar ao passado.
Com o tempo dás-te conta que casar só porque "estás sozinho (a)" é uma clara advertência de que o teu matrimónio será um fracasso.
Com o tempo compreendes que só quem é capaz de te amar com os teus defeitos, sem pretender mudar-te, é que te pode dar toda a felicidade que desejas.
Com o tempo dás-te conta de que se estás ao lado de uma pessoa só para acompanhar a tua saudade, irremediávelmente desejarás não voltar a vê-la.
Com o tempo dás-te conta de que os amigos verdadeiros valem mais do que qualquer montante de dinheiro.
Com o tempo entendes que os verdadeiros amigos se contam, e que aquele que não luta para os ter mais cedo ou mais tarde se verá rodeado unicamente de amizades falsas.
Com o tempo aprendes que as palavras ditas num momento de raiva podem continuar a magoar a quem disseste, durante toda a vida.
Com o tempo aprendes que desculpar todos o fazem, mas perdoar só as almas grandes o conseguem.
Com o tempo compreendes que se feriste muito um amigo, provavelmente a amizade jamais será a mesma.
Com o tempo dás-te conta de que cada experiência vivida com cada pessoa, é irrepetivel.
Com o tempo dás-te conta de que aquele que humilha ou despreza um ser humano, mais cedo ou mais tarde, sofrerá as mesmas humilhações e desprezos, só que multiplicados.
Com o tempo aprendes a construir todos os teus caminhos hoje, porque o terreno de amanhã, é demasiado incerto para planos.
Com o tempo compreendes que apressar as coisas ou forçá-las para que aconteçam fará com que no final não sejam como esperavas.
Com o tempo dás-te conta de que na realidade o melhor não era o futuro, mas sim o momento que estavas a viver naquele instante.
Com o tempo aprenderás que tentar perdoar ou pedir perdão, dizer que amas, dizer que sentes falta, dizer que precisas, dizer que queres ser amigo... junto de um caixão... deixa de fazer sentido...
Por isso recorda sempre estas palavras:
"O homem torna-se velho muito rápido e sábio demasiado tarde".
Exatamente quando: "Já não há tempo".
(Autor Desconhecido)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Carpe Diem

Quantas vezes os tenho ouvido dizer a mesma frase que simboliza todo o absurdo, todo o nada, toda a insciência falada das suas vidas. É aquela frase que usam de qualquer prazer material: "O que a gente leva dessa vida?"
Leva onde? Leva para onde? Leva para quê? Seria triste despertá-los da sombra com uma pergunta como esta…
Fala assim um materialista, porque todo o homem que fala assim é, ainda que subconscientemente, materialista. O que é que ele pensa levar da vida, e de que maneira? Para onde leva as costoletas de porco e o vinho tinto e a rapariga casual? Para que céu em que não crê? Para que terra para onde não leva senão a podridão que toda a sua vida foi de latente?
Não conheço frase mais trágica nem mais plenamente reveladora da humanidade humana.
Fernando Pessoa



Carpe Diem!